Andrew Caballero-Reynolds/AFP
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Papa conversa por telefone e parabeniza Biden pela vitória

Democrata é o segundo católico eleito para a presidência dos Estados Unidos na história e o primeiro depois de John F. Kennedy, em 1960

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2020 | 16h02
Atualizado 12 de novembro de 2020 | 16h16

WASHINGTON - O papa Francisco conversou com Joe Biden por telefone nesta quinta-feira, 12, e desejou "bênçãos e parabéns" ao presidente eleito dos Estados Unidos por sua vitória, informou em nota a equipe de transição democrata. 

Biden, de 77 anos, é o segundo católico eleito para a presidência dos Estados Unidos na história e o primeiro depois de John F. Kennedy, em 1960. Ele fala abertamente sobre a importância da fé em sua vida e frequenta as missas na cidade onde vive, Wilmington, Delaware, quase toda semana. 

"O presidente eleito agradeceu à Sua Santidade por suas bênçãos e parabéns e destacou seu apreço pela liderança de Sua Santidade na promoção da paz, reconciliação e dos laços comuns da humanidade em todo o mundo", disse o comunicado sobre a ligação divulgado pelo escritório de Biden. 

A campanha de Biden afirmou, no texto, que o presidente eleito agradeceu ao pontífice por "estender bênçãos e parabéns e notou seu apreço pela liderança de Francisco na promoção da paz, reconciliação e nos laços comuns da humanidade em todo o mundo". 

Biden também disse que gostaria de trabalhar com o papa para promover "uma crença compartilhada na dignidade e na igualdade de toda a humanidade em questões como cuidar dos marginalizados e pobres, enfrentar a crise das mudanças climáticas e acolher e integrar imigrantes". 

O presidente eleito tem conversado com vários líderes mundiais, incluindo o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, o presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel.

Este ano, durante a tensa campanha contra o presidente Donald Trump, Biden citou o papa João Paulo II, invocou com frequência suas raízes católicas irlandesas e prometeu "restaurar a alma dos EUA", após quatro anos de profundas divisões.

O presidente eleito costuma levar consigo um terço que pertenceu ao seu filho, Beau Biden, que morreu em 2015.

O próprio papa Francisco teve relações tensas com Trump. No começo de 2019, ele chamou o projeto de Trump de erguer um muro na fronteira com o México de "loucura".

Em fevereiro de 2016, quando Trump tentava obter a indicação do Partido Republicano para a Casa Branca, o papa disse durante uma visita ao México que alguém que pensa em construir muros no lugar de pontes "não é cristão".

Trump respondeu com uma declaração ríspida na ocasião: "É uma vergonha um líder religioso questionar a fé de uma pessoa".

Em 2015, o papa se reuniu com o então vice-presidente americano em Washington, quando discursou no Capitólio em sessão conjunta no Congresso. /AFP e AP  

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