Papa denuncia lei da retaliação no Oriente Médio

Em discurso feito a diplomatas hoje, o papa João Paulo II denunciou a "lei da retaliação" entre israelenses e palestinos, pediu apoio para o novo governo do Afeganistão e apelou aos líderes de Índia e Paquistão para que negociem pacificamente. João Paulo II também pediu aos líderes da Argentina que se afastem de interesses pessoais ou políticos e tentem fortalecer a nação, afetada por uma grave crise econômica, mas seu pronunciamento priorizou a Terra Santa, que se transformou, "por um erro humano, em uma terra de armas e sangue", declarou. "Ninguém pode ficar indiferente à injustiça da qual os palestinos são vítimas há mais de 50 anos", disse o papa, em francês, em seu discurso anual aos diplomatas. "Mas ninguém pode contestar o direito do povo israelense de viver em segurança. Mais ainda, ninguém pode se esquecer das vítimas inocentes que, nos dois lados, morrem dia após dia em meio à violência", prosseguiu o pontífice. "Armas e ataques sangrentos nunca foram a forma correta de se fazer uma declaração política para o outro lado. A lógica da lei da retaliação também é incapaz de levar ao caminho da paz", concluiu.

Agencia Estado,

10 Janeiro 2002 | 13h45

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