Papa desiste de viajar para Filipinas

O papa João Paulo II desistiu de viajar para a Filipinas para o encontro mundial das famílias católicas, que será celebrado de 23 a 26 de janeiro, anunciou um porta-voz do arcebispo da capital filipina, cardeal Sin. A viagem, que seria a terceira de João Paulo ao país asiático predominantemente católico, nunca chegou a ser anunciada oficialmente pelo Vaticano - era apenas um "desejo" do pontífice, como disse o porta-voz. Só neste mês os funcionários da Santa Sé haviam dito que o pontífice de 82 anos gostaria de assistir à Reunião Mundial das Famílias. Embora fique evidente que a viagem de 14 horas e o fuso horário diferente tenham levado os médicos a desaconselhar a empreitada devido aos possíveis prejuízos ao tratamento pelo mal de Parkinson a que o papa se submete, no momento o Vaticano não pretende falar mais sobre esta questão. A renúncia a Manila não cancela, no entanto, outras viagens, como por exemplo à Croácia - prevista para a próxima primavera no hemisfério norte. Os médicos teriam aconselhado o pontífice a fazer viagens mais "leves" em termos de distância a percorrer e de compromissos públicos. Aparentemente, convenceram o papa a seguir a orientação. Foi o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro Valls, quem em julho, durante a viagem a Toronto (no Canadá) anunciou o desejo do papa de ir a Manila. Mas, poucas semanas depois, durante a peregrinação à Polônia, um dos organizadores das viagens papais, monsenhor Renato Boccardo, disse que o Vaticano não havia realizado viagem de inspeção prévia às Filipinas. Há dois dias, o Vaticano comunicou que o papa havia nomeado o cardeal López Trujillo o delegado para Manila mas, uma vez que a presença do delegado não exclui a do papa, os filipinos continuaram contando com a presença de João Paulo - até hoje, quando o porta-voz do cardeal Sin anunciou que o IV encontro mundial das famílias deverá realizar-se sem a presença papal.

Agencia Estado,

26 Agosto 2002 | 18h39

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