Papa deve anunciar nesta terça canonização de Madre Paulina

A expectativa é grande na sede central da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, no bairro do Ipiranga, zona sul de São Paulo. As religiosas esperam que o papa João Paulo II anuncie nesta terça-feira a data e o local da solenidade de canonização da madre Paulina, fundadora da congregação.Já são 36 anos de espera - desde que o primeiro pedido de canonização foi enviado ao Vaticano. Em 1991, madre Paulina foi beatificada, após a confirmação do primeiro milagre obtido com a sua intercessão. A comprovação do segundo, necessária para a canonização, conforme as regras da Santa Sé, ocorreu há dois anos. Uma garota com um tipo de doença cerebral considerada irreversível teria sido curada por meio de orações à religiosa."Para nós esse é um momento de grande alegria", diz a coordenadora da congregação, irmã Maria da Glória Frainer. A sede, onde madre Paulina viveu durante cerca de 40 anos, guarda boa parte da história da futura santa. Roupas, objetos pessoais, instrumentos utilizados para confeccionar flores de seda - seu hobby - e até o caixão onde foi enterrada podem ser vistos pelos devotos.A congregação foi fundada em 1895 na cidade de Nova Trento, em Santa Catarina. A madre, que se chamava Amábile Visintainer, veio da Itália para o Brasil com 9 anos. "Depois que seu pai morreu, ela decidiu seguir sua vocação e fundar uma congregação, mas não tinha dinheiro", conta irmã Glória.Em 1903 ela veio para São Paulo, cuidar de crianças negras órfãs e ex-escravos abandonados. Hoje a comunidade está instalada em 14 Estados brasileiros e 11 países, com cerca de 500 irmãs.A expectativa de canonização de madre Paulina está movimentando a localidade de Vígolo, no município de Nova Trento, Santa Catarina, onde a religiosa viveu dos 9 aos 37 anos. Nesta segunda-feira quase mil peregrinos passaram pelo local, o dobro do normal, segundo a irmã Lígia, uma das nove freiras da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.Madre Paulina chegou a essa pequena comunidade rural, localizada em meio às montanhas de Santa Catarina, em 1865. Sua família veio da homônima Vígolo italiana, localizada em Trento.

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