Papa diz apoiar busca por Estado soberano palestino

O papa Bento XVI afirmou hoje que apoia os palestinos em sua busca por um território soberano. O pontífice fez nesta ocasião seu mais firme apoio público até o momento à fundação de um Estado palestino. O pontífice foi levado até o local onde se acredita que nasceu Jesus, em Belém, ao passar por enormes muros de concreto erigidos pelo governo israelense para separar seu território da Cisjordânia. Em uma mensagem emitida na presença do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, o papa reconheceu o desejo dos palestinos de segurança e autodeterminação.

AE-AP, Agencia Estado

13 de maio de 2009 | 09h55

A visita ocorre um dia depois que o religioso foi alvo de duras críticas de israelenses, porque segundo eles não demonstrou arrependimento suficiente pelo Holocausto. "Senhor presidente, a Santa Sé respalda o direito de seu povo por um território soberano palestino na terra de seus ancestrais, que seja seguro e em paz com seus vizinhos, e dentro das fronteiras conhecidas internacionalmente", afirmou o papa. Autodenominado um "peregrino da paz", Bento se vê obrigado a navegar em um campo minado político, durante sua peregrinação por Israel e pelos territórios palestinos. É sua primeira visita à região como líder da Igreja Católica.

Ontem, o Vaticano saiu em defesa do pontífice, ao descrevê-lo como um homem de crenças firmes contra o nazismo e como um pacifista. Alguns israelenses o criticaram porque ele não se desculpou em seu discurso no Museu do Holocausto. Mais cedo, o papa visitou os monumentos mais sagrados do Islã e do Judaísmo em Jerusalém, como a Mesquita de Omar e o Muro das Lamentações. Os palestinos esperavam que a visita papal pudesse destacar as difíceis condições de vida dos palestinos, sob o domínio militar israelense. Bento reconheceu essas dificuldades, porém sem mencionar Israel. "Nesta Terra Santa, a ocupação ainda continua, com a construção de muros de separação. Em vez de construir uma ponte que possa unir-nos, eles estão utilizando sua força de ocupação para obrigar os cristãos e os muçulmanos a emigrar", afirmou Abbas.

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