Andrew Medichini/AP
Andrew Medichini/AP

Papa diz estar preocupado com 'retorno dos nacionalismos' na Europa

Para o pontífice, decisão do Reino Unido de deixar a UE e movimentos separatistas como o da Catalunha devem promover uma reflexão cuidadosa sobre a direção que a Europa está seguindo

O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2017 | 19h00

ROMA - O papa Francisco discursou neste sabado, 28, no Vaticano, aos participantes de um fórum de diálogo sobre o futuro da União Europeia no qual atacou "as lógicas particulares e nacionais" na Europa e defendeu o diálogo na política para impedir que "grupos extremistas e populistas" façam "do protesto o coração de sua mensagem".

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Francisco também apostou pelo diálogo na política e afirmou que, na sua ausência, "encontram terreno fértil" os grupos "extremistas e populistas que fazem do protesto o coração de sua mensagem política, sem oferecer um projeto político como alternativa construtiva".

O evento, denominado "(Re)thinking Europe" - "(Re)pensando a Europa", em tradução livre - foi organizado pela Santa Sé e pela Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia (Comece, na sigla em inglês).

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O secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, reforçou a mensagem, dizendo que o papa Francisco está preocupado com "o retorno dos nacionalismos" e as "pressões desagregadoras" que assolam a Europa atualmente.

Segundo informou neste sábado a Santa Sé, Parolin afirmou que "o resultado do referendo britânico do ano passado e as pressões desagregadoras que o continente atravessa levaram o papa a considerar a urgência de favorecer uma reflexão ainda mais ampla e cuidadosa sobre toda a Europa e sobre a direção que ela - inclusive além das fronteiras da União Europeia - está seguindo".

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Parolin também explicou que o papa está preocupado com outras questões como "o avanço do populismo e o retorno dos nacionalismos, o desemprego e os problemas ambientais". O secretário de Estado do Vaticano também ressaltou que "a Santa Sé olhou, desde o princípio, com interesse e respeito, o projeto de integração europeia" e apostou por uma UE na qual "a unidade prevaleça sobre o conflito". / EFE

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