Papa diz que paz no Oriente Médio é 'possível'

O papa Bento XVI afirmou na Terra Santa que a paz no Oriente Médio "é possível". A declaração foi dada hoje, último dia da peregrinação do pontífice pela região, quando Bento visitou o local da crucificação de Jesus, em Jerusalém. O papa qualificou o muro que separa a Cisjordânia, construído por Israel, como "uma das paisagens mais tristes" da viagem. "Chega de derramamento de sangue. Chega de luta. Chega de terrorismo. Chega de guerra", disse o papa, antes de partir.

AE-AP, Agencia Estado

15 de maio de 2009 | 09h57

Mais cedo, em seu quinto e último dia de visita, o pontífice passou pela Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. Bento se ajoelhou e beijou a pedra retangular na qual se acredita que esteve o corpo de Jesus, após a crucificação. Então entrou na estrutura dentro da igreja que marca o local da tumba de Jesus e se ajoelhou ali sozinho, por vários minutos. Em um discurso posterior, ele disse que os reunidos na igreja não deveriam perder a esperança - um dos temas centrais na visita. Durante sua peregrinação, o papa tratou do Holocausto, da política entre israelenses e palestinos e do decrescente número de cristãos na região.

"O Evangelho nos garante que Deus pode fazer todas as coisas novas, que a história não precisa se repetir, que as memórias podem ser curadas, que os frutos amargos da recriminação e da hostilidade podem ser superados, e que o futuro da justiça, paz, prosperidade e cooperação podem surgir para cada homem e mulher, para toda a família humana, e de modo especial para as pessoas que lembram desta terra tão querida ao coração do Salvador", disse ele. Com essas "palavras de encorajamento", disse o papa, "eu concluo minha peregrinação aos locais sagrados de nossa redenção e renascimento em Cristo".

Milhares de soldados foram deslocados hoje na região da Cidade Velha de Jerusalém para a visita papal. Segundo a tradição cristã, a igreja visitada marca o local da crucificação, do enterro e da ressurreição de Cristo. Bento também se encontrou com os patriarcas da Igreja Ortodoxa Grega e da Armênia. Um dos objetivos declarados de seu papado é realizar uma aproximação com os cristãos ortodoxos.

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