Papa escreveu ao Irã pedindo a libertação dos marinheiros

O papa Bento XVI escreveu ao supremo líder do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, pedindo a libertação dos 15 marinheiros britânicos capturados no Golfo Pérsico no mês passado, informou o Vaticano neste sábado, 7.Membros do Vaticano se negaram a dar detalhes sobre as cartas, incluindo quando elas foram enviadas. Eles apenas disseram que o papa interveio por razões humanitárias.O embaixador iraniano para o Reino Unido informou que Teerã mostrou sua "boa vontade" ao libertar os britânicos na quarta-feira. Teerã afirma que a tripulação estava em águas iranianas.No dia 23 de março, a Guarda Revolucionária Iraniana capturou 15 militares e marinheiros britânicos alegando invasão de seu território marítimo. Os britânicos participavam de uma operação de vigilância de fronteiras, inspecionando um navio cargueiro.Desde então, o governo do Reino Unido, os Estados Unidos e a União Européia pediram que o Irã libertassem os detidos.O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, alegando ser um "presente de Páscoa", anunciou a libertação dos marinheiros na quarta-feira, durante uma entrevista coletiva.Devido à crise, o Reino Unido declarou na nesta sexta-feira a suspensão de todas as operações que o país fazia no Golfo Pérsico.Segundo o almirante Jonathon Band, as operações estão suspensas até que seja resolvido o impasse da captura. "No momento estamos com as operações e patrulhamentos suspensos até que seja feita uma revisão completa sobre o caso", disse Band.SuspeitasA soltura dos marinheiros na quarta-feira coincidiu com a libertação de um diplomata iraniano mantido refém no Iraque há dois meses. Suspeita-se que Jalal Sharafi fora capturado por agentes da CIA. O Irã, o Reino Unido e os Estados Unidos insistem que não há ligações entre a libertação dos marinheiros e o caso dos iranianos presos no Iraque.Alguns analistas dizem que a Guarda Revolucionária que capturou os britânicos pode ter agido até certo grau para mandar uma mensagem de que o Irã não ficará parado enquanto seus cidadãos são detidos no Iraque.Sharafi disse que foi seqüestrado por agentes com cartões de identificação do Ministério da Defesa iraquiano e que dirigiam carros do Exército norte-americano. Ele disse ter sido levado a uma base próxima ao aeroporto de Bagdá, onde foi interrogado em árabe e inglês, informou a agência de notícias Fars.Matéria ampliada às 15h03

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