Wilton Junior/AE
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Papa faz crítica aos que são 'escravos do trabalho'

Segundo Francisco, o tempo de repouso, sobretudo no domingo, é destinado a 'aproveitar aquilo que não se pode comprar e nem vender'

O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2015 | 17h08

VATICANO - O papa Francisco criticou nesta quarta-feira, 12, a cultura do consumismo que faz as pessoas se tornarem "escravas do trabalho". "Não devemos ser jamais escravos do trabalho, mas sim senhores dele. Há um mandamento para isto, que atinge a todos, mas ao invés disso sabemos que há milhões de homens, mulheres e até crianças escravas do trabalho", destacou, durante a audiência-geral.

Voltando a criticar a cultura do consumismo, o pontífice destacou que esse comportamento é "contra Deus e contra a dignidade humana". "O tempo de repouso, sobretudo no domingo, é destinado a nós para que possamos aproveitar aquilo que não se pode comprar e nem vender", disse ele sobre o tempo em família.

 

Para Jorge Mario Bergoglio, a "ideologia do lucro" ataca apenas a questão de "fazer dinheiro e gastá-lo" como um "vírus maligno". O líder da Igreja Católica critica comumente a cultura do mundo moderno e diz que a cultura do descarte é um dos piores empecilhos para a justiça social no mundo. / ANSA 

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