Papa Francisco chama assassinato de armênios de genocídio

O Papa Francisco lembrou os 100 anos do assassinato de armênios afirmando que se tratou do "primeiro genocídio do século 20". O pronunciamento tende a ser visto como politicamente explosivo, uma vez que deve incomodar a Turquia.

Estadão Conteúdo

12 de abril de 2015 | 08h42

O Pontífice, que tem laços próximos com a comunidade armênia desde seus dias na Argentina, defendeu seu pronunciamento dizendo que é seu dever honrar a memória de homens, mulheres, crianças, padres e bispos inocentes que foram assassinados "sem sentido".

"Ocultar ou negar o mal é como permitir que uma ferida continue sangrando sem fazer um curativo", disse ele no início da missa de domingo, seguindo o ritual católico armênio na Basílica de São Pedro ao honrar o centenário.

Historiadores estimam que em torno de 1,5 milhão de armênios tenham sido mortos por turcos otomanos durante o período da Primeira Guerra Mundial, um evento amplamente visto por estudiosos como o primeiro genocídio do século 20.

Apesar disso, a Turquia nega que as mortes tenham constituído um genocídio e afirma que o total de mortos foi inflado. O argumento é de que os assassinados eram vítimas da guerra civil e da instabilidade.

A Embaixada da Turquia na Santa Sé cancelou uma coletiva de imprensa agendada para este domingo.

Vários países europeus reconhecem que o massacre foi um genocídio, embora a Itália e os Estados Unidos evitem usar esse termo oficialmente, dada a importância que dão à Turquia como um aliado. Fonte: Dow Jones Newswires.

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