Osservatore Romano/Handout
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Papa Francisco defende negociação com Coreia do Norte

Em tradicional mensagem de Páscoa, pontífice fala sobre conflito na Síria e crise na Venezuela

O Estado de S.Paulo

01 Abril 2018 | 09h52
Atualizado 01 Abril 2018 | 17h25

VATICANO - As injustiças ao redor do mundo marcaram as celebrações da Páscoa no Vaticano. Neste domingo, 1.º, na Praça São Pedro, o papa Francisco pediu, em sua tradicional mensagem Urbi et Orbi, diálogo com a Coreia do Norte, o fim do "extermínio" na Síria e uma saída “justa, pacífica e humana” para a crise econômica e política na Venezuela.

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Fiéis e turistas enfrentaram longas filas para entrar na Praça de São Pedro, uma consequência das medidas de segurança, que incluem detectores de metais – autoridades italianas consideram a Páscoa um período de alto risco para a capital. Diante de 80 mil pessoas, Francisco improvisou uma homilia para a missa de Páscoa na Praça de São Pedro. Depois de saudar a multidão, o pontífice desejou que o mundo obtenha "os frutos da paz" e recordou vários conflitos que afetam o planeta.

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"Imploramos frutos do diálogo para a Península Coreana, para que as conversas em curso promovam a harmonia e a pacificação na região", disse o papa. "Que os que têm responsabilidades diretas atuem com sabedoria e discernimento para promover o bem do povo coreano."

Sobre a guerra civil que arrasa a Síria, Francisco pediu o fim do "extermínio" e o "respeito ao direito humanitário" para permitir a entrada de ajuda à população. O pontífice também fez um apelo por paz na Terra Santa, em referência aos confrontos letais de sexta-feira 30 na fronteira entre Israel e Faixa de Gaza. "Invocamos frutos de reconciliação para a Terra Santa, que nestes dias também está sendo prejudicada por conflitos abertos que não respeitam os indefesos."

O papa citou ainda a Venezuela, país ao qual desejou uma saída para a crise política e humanitária. Ele disse que espera que o povo venezuelano "encontre uma via justa, pacífica e humana para sair o quanto antes da crise política e humanitária que o oprime". "Suplicamos frutos de consolação para o povo venezuelano, que vive em uma espécie de ‘terra estrangeira’ em seu próprio país", afirmou o pontífice. / AP

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