EFE/Giorgio Onorati
EFE/Giorgio Onorati

Papa Francisco pede ‘cessar-fogo imediato’ na Síria para permitir a retirada de civis

Pontífice já havia pedido o fim dos bombardeios em Alepo e que os responsáveis pelos confrontos iriam enfrentar o julgamento de Deus

O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2016 | 13h14

CIDADE DO VATICANO - O papa Francisco fez nesta quarta-feira, 12, seu apelo mais contundente sobre o conflito na Síria até o momento, pedindo um "cessar-fogo imediato" para permitir a retirada dos civis.

A guerra síria se agravou desde que os esforços para se chegar a uma trégua fracassaram em setembro. Desde então, a Síria e sua aliada Rússia lançaram sua maior ofensiva a pontos da cidade de Alepo controlados pelos rebeldes.

Os ataques aéreos provocaram repúdio generalizado, incluindo clamores da França e dos EUA por uma investigação de crimes de guerra, que dizem ter sido cometidos por forças sírias e russas.

"É com uma sensação de urgência que renovo meu apelo, implorando aos responsáveis com todas as minhas forças por um cessar-fogo imediato", disse o papa diante de milhares de pessoas em sua audiência semanal na Praça de São Pedro.

Francisco disse que um cessar-fogo é essencial "ao menos pelo tempo necessário para permitir a retirada dos civis, especialmente as crianças, que ainda estão presos pelos bombardeios cruéis".

O pontífice já fez vários apelos pelo fim do derramamento de sangue na Síria. Em setembro, ele exortou as forças a pararem de bombardear civis em Alepo, alertando que irão enfrentar o julgamento de Deus. Ele não havia mencionado os autores dos ataques aéreos.

No domingo, Francisco promoveu o atual embaixador do Vaticano na Síria, o arcebispo italiano Mario Zenari, para o alto cargo de cardeal visando mostrar a preocupação da Igreja com a Síria. /REUTERS

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