Papa Francisco pede negociação pacífica na Síria e anuncia jejum

Em discurso sobre situação no país durante a oração do Angelus deste domingo, pontífice disse estar 'angustiado' e pediu que envolvidos 'escutem a voz da consciência'

01 Setembro 2013 | 12h17

O papa Francisco condenou neste domingo o uso de armas químicas, mas pediu uma solução negociada para a guerra civil na Síria e anunciou que liderará um dia de jejum e orações pela paz no país. O papa abandonou os temas religiosos em sua tradicional aparição de domingo e fez um discurso inteiro sobre a situação no país.

"Meu coração está profundamente ferido pelo que acontece na Síria e angustiado pelo desenvolvimento dramático", disse o pontífice. A fala é uma possível referência ao fato de Estados Unidos e França considerarem um ataque militar para punir o regime sírio pelo uso de armas químicas. O líder católico reiterou apelos para que todos os lados da guerra civil deixem as armas e "escutem a voz da consciência e tenham coragem para decidir pela negociação".

O papa foi aplaudido ao expressar seu horror pelo uso de armas químicas. "Condeno veementemente", disse. "Digo a vocês que tenho em minha mente e meu coração as imagens do que aconteceu nos últimos dias", completou. "Há o julgamento de Deus e há ainda o julgamento da história sobre nossas ações, dos quais não há escapatória."

O papa Francisco escolheu o dia 7 de setembro para ser uma data de jejum pela Síria e convocou católicos e pessoas de outras confissões para uma tarde e noite de vigília na Praça São Pedro pela paz na Síria e no Oriente Médio.

Fonte: Associated Press

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