EFE/EPA/FABIO FRUSTACI
EFE/EPA/FABIO FRUSTACI

Papa pede que líderes europeus ofereçam porto seguro a 49 migrantes no Mar Mediterrâneo

Francisco discursou neste domingo durante A Festa da Epifania

O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2019 | 15h06

O papa Francisco fez um apelo neste domingo, 6, para que líderes de países europeus parem discutir o destino de 49 migrantes, que estão a bordo de dois navios de ajuda humanitária no Mar Mediterrâneo, e deixe que eles desembarquem em um porto seguro. Os governos da Itália e de Malta tentam impedir a entrada do grupo em seus países.

O discurso do pontífice foi feito na Praça de São Pedro, no Vaticano, para as cerca de 60 mil pessoas presentes. Francisco fez seus comentários durante A Festa da Epifania, festividade cristã que comemora a manifestação de Jesus Cristo como Deus encarnado.

"Faço um apelo de coração a líderes europeus, para que mostrem solidariedade por essas pessoas, que apenas buscam um porto seguro para desembarcar", disse Francisco. Um grupo de 32 pessoas está a bordo do Sea-Watch 3, um navio de um movimento humanitário alemão, que salvou os migrantes de barco inseguro no mar da Líbia, no dia 22 de dezembro. Uma outra embarcação, da organização alemã Sea-Eye, transporta 17 pessoas, resgatadas no dia 29 de dezembro. 

Na semana passada, quase 24 movimentos de ajuda humanitária, incluindo a Anistia Internacional e a Organização Internacional de Migração das Nações Unidas, pediram que a União Europeia ofereça uma solução segura para os dois navios. 

Representantes de Malta e da Itália reiteraram neste domingo que não pretendem permitir a entrada do grupo dentro de seus países. Vice-primeiro-ministro italiano, Luigi Di Maio afirmou que o país já recebeu muitos migrantes, por isso agora é a vez do governo maltês cumprir com esse papel.

De acordo com Di Maio, a Itália pode receber mulheres e crianças se Malta abrir os portos para o grupo, mas a hipótese não foi endossada pelo ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, que lidera um movimento contra a entrada de migrantes no país.

Primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat defendeu a posição do governo. "Precisamos achar um equilíbrio entre o aspecto humanitário e a segurança nacional. É uma questão que pode abrir um precedente e devemos estar vigilantes", afirmou./Reuters

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