Osservatore Romano/Handout via REUTERS
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Papa Francisco se reúne com Santos e Uribe no Vaticano

Encontro visava amenizar tensão sobre acordo de paz; Farc registraram grupo de cidadãos como primeiro passo para criação de um novo partido político

O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2016 | 12h03

ROMA - O papa Francisco recebeu nesta sexta-feira, 16, em audiência privada o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o ex-presidente Álvaro Uribe no Palácio Apostólico do Vaticano. O encontro, que começou às 9h35 (em Brasília) e terminou cerca de 30 minutos depois, foi uma de tentar eliminar a tensão envolvendo o acordo de paz estabelecido entre Bogotá e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Uribe anunciou que recebeu uma chamada do secretário de Estado vaticano, Pietro Parolin, o convidando ao Vaticano para participar da reunião conjunta com o líder colombiano e o papa.

Grupo. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) registraram na quinta-feira um grupo de cidadãos ante as autoridades eleitorais. A ação é o primeiro passo para a criação de um novo partido político, como parte do acordo de paz estabelecido com o governo que busca acabar com o conflito armado de 52 anos no país.

Sob os termos do pacto assinado em novembro, as Farc deixam as armas, rompem seus laços com o tráfico de drogas, se submetem aos tribunais e reparam as vítimas, antes de serem autorizadas a ocupar cadeiras no Congresso e formar um partido com os seus 7 mil combatentes.

O novo movimento chamado "Vozes da Paz" promoverá a criação do futuro partido político que surgirá da transição das Farc como um grupo armado a uma organização política legal. Membros ativos da guerrilha não poderão participar.

"Este é o primeiro passo para que esta organização possa ser reconhecida como partido ou movimento político com personalidade jurídica, após a rendição das armas", informou uma declaração conjunta do governo e da guerrilha.

O novo grupo nomeou três porta-vozes para o Senado e três para a Câmara dos Deputados para participar sem voto das discussões sobre a reforma constitucional e as leis para implementar o acordo de paz, com o qual se busca acabar com o conflito que deixou 220 mil mortos e milhões de desabrigados.

Juan Manuel Santos, e o líder das Farc, Rodrigo Londoño, conhecido como “Timochenko”, assinaram no dia 24 de novembro um novo acordo após o original ter sido rejeitado em um plebiscito realizado em outubro. / EFE e REUTERS

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