REUTERS/Osservatore Romano
REUTERS/Osservatore Romano

Papa Francisco visita cidade italiana devastada por terremoto

Vaticano manteve viagem em segredo até a chegada do pontífice, que consolou moradores que perderam suas casas e pertences e orou pelas vítimas

O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2016 | 11h28

ROMA - O papa Francisco fez uma visita surpresa nesta terça-feira, 4, a cidades e vilarejos destruídos por um terremoto que matou quase 300 pessoas na região central da Itália em agosto, consolou moradores que perderam tudo e orou pelas vítimas.

O Vaticano, que manteve a viagem em segredo até o papa chegar, divulgou fotos que mostram o pontífice rezando sozinho em meio aos destroços de Amatrice, uma das cidades mais atingidas pelo tremor. Francisco aterrissou por volta das 9h10 locais (4h10 em Brasília), na cidade da Província de Rieti, na região central de Lácio.

Dirigindo-se aos habitantes desolados com um megafone, ele disse que queria ter ido antes, mas que não quis "aborrecer ninguém" e preferiu esperar que as coisas se acalmassem, em particular a construção de uma escola improvisada para as crianças.

"Mas desde o primeiro momento eu sabia que queria vir aqui, simplesmente para dizer que estou perto de vocês. Que estou perto de vocês, mais nada. Que rezo por vocês. Minha proximidade e minhas orações são o que ofereço a vocês. Que o Senhor abençoe todos vocês", disse.

"Neste momento de tristeza e dor, vamos seguir em frente, mas lembrando nossos entes queridos que morreram aqui sob os escombros. Vamos rezar por eles", disse Francisco.

Ele visitou a "zona vermelha", que cobre o centro de Amatrice e está interditada para o público por ainda oferecer perigo, e onde a maioria dos edifícios ou desmoronou ou foi considerada perigosa demais para abrigar pessoas.

Um pai foi às lágrimas na escola ao saudar o papa. Outros moradores pararam o carro do pontífice para tocar sua mão pela janela enquanto ele passava pela cidade.

A visita coincidiu com a festa de São Francisco de Assis, em quem o líder católico se inspirou para escolher seu título. Luca Cari, porta-voz do Corpo de Bombeiros, disse que durante a visita à "zona vermelha" o papa rezou com os agentes de resgate e os agradeceu.

Em Amatrice, uma em cada três casas foram derrubadas e somente nesta cidade morreram mais de 230 pessoas. / REUTERS e EFE

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