REUTERS/Alessandro Bianchi
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Papa Francisco visitará refugiados na ilha grega de Lesbos no dia 16

Pontífice irá à ilha acompanhado do patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, e se reunirá com imigrantes no porto; em 2013, Francisco visitou refugiados na ilha italiana de Lampedusa

O Estado de S. Paulo

07 Abril 2016 | 10h21

ROMA - O papa Francisco viajará à ilha grega de Lesbos - principal ponto de entrada na Europa no último ano de refugiados e migrantes - no dia 16 deste mês com o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, onde encontrarão refugiados, informou o Vaticano nesta quinta-feira, 7.

Em nota, o Vaticano explicou que a viagem do pontífice acontece após o convite de Bartolomeu e do presidente da Grécia, Prokopis Pavlopoulos. Na ilha, Francisco, Bartolomeu e o arcebispo de Atenas e Grécia, Jeronimo II, encontrarão os refugiados que chegaram atravessando o Mar Egeu fugindo da guerra da Síria.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, explicou que provavelmente o encontro será realizado no centro de amparo instalado no porto da ilha grega.

O pontífice argentino, filho de imigrantes italianos, é muito sensível ao tema e desde que foi eleito em março de 2013 para liderar a Igreja Católica tem expressado solidariedade aos imigrantes de todo o mundo, que arriscam a própria vida em busca de uma situação melhor ou que se viram obrigados a fugir da fome e dos conflitos.

O papa deve permanecer apenas algumas horas em Lesbos, como aconteceu em julho de 2013 durante sua primeira viagem dentro da Itália, quando visitou a ilha de Lampedusa, onde denunciou a indiferença da Europa ante o drama dos imigrantes e refugiados após vários naufrágios dramáticos.

Em Lesbos, atual símbolo da tragédia, o papa denunciará a política de devolução dos refugiados e dará seu apoio aos sírios que estão sendo expulsos da Europa. A ilha grega é atualmente a principal porta de entrada dos imigrantes na Europa e abriga 3 mil pessoas, em grande parte no campo de Moria.

Francisco voltará a denunciar a situação dos imigrantes e refugiados, a quem recordou durante a Via Crucis da Semana Santa.

A visita acontecerá semanas depois do início das deportações de imigrantes de Lesbos para a Turquia, em virtude do acordo assinado entre a União Europeia e Ancara para tentar conter a crise de refugiados.

Por enquanto, se desconhece se Francisco participará de outros atos na ilha. O papa deve viajar à Armênia em junho e para a Polônia em julho. / AFP e EFE

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