Papa insiste e preside a vigília pascal

O papa João Paulo II, decidido a participar das cerimônias da Páscoa, a despeito das dores que o afligem, marcou as últimas horas antes da chegada do dia santo participando da vigília à luz de velas na Basílica de São Pedro, a mais solene das cerimônias da Igreja Católica. O pontífice de 81 anos, que tem dificuldades para andar e apresenta sintomas do mal de Parkinson, não tomou parte em diversos ritos da Semana Santa, ausentando-se deles pela primeira vez desde o início de seu reinado, em 1978. Mas insistiu em participar da celebração da Páscoa, e um altar mais baixo foi montado na Basílica, para que João Paulo II não tivesse que subir escadas. Com um uso simbólico de luzes e sombras, a vigília marca as horas finais antes da ressurreição de Cristo. ?Esta é a noite das noites, a noite de fé e esperança. Enquanto tudo está envolto em trevas, Deus - a Luz - mantém-se vigilante?, disse o pontífice, durante a celebração de três horas. Assistentes levaram o papa, dentro de uma plataforma sobre rodas, até o altar especial. Em alguns momentos da cerimônia, a cabeça de João Paulo II inclinou-se, suas pálpebras quase se fecharam e seu discurso se tornou confuso. Mas o papa celebrou a missa, deixando apenas pequenos trechos sob os cuidados de dois cardeais. Durante o sermão a voz do papa ganhou força e ele sorriu diversas vezes durante o tradicional batismo de novos membros da Igreja. Neste ano, foram batizados por João Paulo II seis adultos e três crianças da Albânia, China, Congo, Itália, Japão e Polônia, a terra natal do pontífice. O papa terá poucas horas de descanso antes da celebração da missa do Domingo de Páscoa. É nesta celebração que o líder máximo da Igreja Católica faz seu tradicional discurso ?Urbi et Orbi? (?À Cidade e ao Mundo?).

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