Papa lembra perseguição contra cristãos armênios

O Papa Bento XVI prestou tributos nesta segunda-feira ao sofrimento dos armênios pela perseguição gerada por sua fé no cristianismo. A afirmação é uma referência à morte de 1,5 milhão de pessoas no começo do século 20, no que a Armênia define como um genocídio cometido pela Turquia. Em uma audiência no Vaticano, Bento XIV relembrou a história da Armênia, recebeu o patriarca armênio Nerses Bedros XIX Tarmouni e peregrinos do país. Discursando sobre o povo armênio através dos séculos, o papa assinalou o "sofrimento que eles passaram em nome da fé cristã, nos anos de terríveis perseguições, que ocorreram sob o nome de "metz yeghern" (o grande mal). O Pontífice citou o termo usado pelos armênios para se referir ao genocídio conduzido pela Turquia. O governo turco nega que as mortes consistem em um genocídio e critica os países que as definem como tal. O papa não utilizou o termo genocídio em suas observações. Ao contrário de seu antecessor, o Papa João Paulo II, que, entretanto, não apontou nenhum responsável. A Armênia tornou-se o primeiro país do mundo a declarar-se cristão, no ano 301.

Agencia Estado,

20 Março 2006 | 16h32

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