Papa menciona guerras e terrorismo no Dia Mundial da Paz

Em missa celebrada nesta segunda-feira na Basílica de São Pedro, realizada por ocasião do Dia Mundial da Paz, o papa Bento XVI mencionou as situações de injustiça e de violência no mundo, as guerras esquecidas pela opinião pública e pelo perigo do terrorismo.Bento XVI afirmou que "agora, mais do que nunca, é necessário agir em conjunto" diante das circunstâncias que ameaçam a paz: "As situações de injustiça e de violência que continuam existindo em várias regiões da Terra, os conflitos armados, freqüentemente esquecidos pela maior parte da opinião pública, e o perigo do terrorismo, que perturba a serenidade dos povos".O pontífice acrescentou que conseguir a paz é "uma graça que deve ser evocada com a oração e um dever que deve ser realizado de maneira corajosa e incansável". Em sua homilia, o Papa deu destaque à situação na Terra Santa,"onde Jesus nasceu", e implorou "pela chegada da paz àquela região e pela solução do conflito armado, que já dura muito tempo". Bento XVI afirmou que "um acordo de paz, para ser durável, deve se basear no respeito à dignidade e aos direitos de cada pessoa".Além disso, pediu aos representantes da comunidade internacional "que se esforcem para construir um mundo onde os direitos do homem sejam respeitados". Segundo o papa, estes direitos devem ser reconhecidos "não emsimples pactos humanos, mas na própria natureza do homem e em sua inalienável dignidade pessoal", para não cair em "interpretações positivistas"."Caso os elementos constitutivos da dignidade humana sejam abandonados às inconstantes opiniões humanas, seus direitos, solenemente proclamados, também podem enfraquecer e se tornar passíveis de interpretações", acrescentou o papa.Na mensagem para o Dia Mundial da Paz que o pontífice enviou a todos os representantes das nações, Bento XVI afirmou que "o respeito à pessoa promove a paz e a construção para a paz lança as premissas para um autêntico humanismo integral". O papa disse também que o cristão deve "trabalhar de forma incansável pela paz e pela defesa da dignidade humana e de seusdireitos inalienáveis".A missa desta segunda também foi dedicada à "solenidade da Mãe de Deus"e, por isto, o papa dedicou parte de sua homilia a destacar a "maternidade" e a "virgindade" de Maria. O pontífice explicou que a virgindade e maternidade de Maria são "duas prerrogativas que sempre são proclamadas juntas e de forma indivisível, pois se integram e enobrecem" e, na falta de uma delas, "o mistério" de Nossa Senhora não pode ser entendido.Em mensagem anterior para o Dia Mundial da Paz, publicada há algumas semanas pelo Vaticano, o pontífice afirmava que o aborto, as experiências com embriões e a eutanásia são "atentados contra a paz". Além disso, a mensagem diz que a falta de liberdade religiosa é "um sintoma preocupante de falta de paz no mundo" e denuncia a situação dos cristãos "perseguidos" em alguns países por professar sua fé. "Esperamos que Deus nos ajude e nos dê paz", declarou o papa no final do discurso.

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