Papa não deve ir às Filipinas por causa da violência

Arcebispo de Lingayen-Dagupan pede que Bento XVI rejeite convite de Arroyo

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 02h47

O arcebispo de Lingayen-Dagupan, Oscar Cruz, solicitou ao Papa Bento XVI que rejeite o convite da presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, de visitar o país, devido ao clima de violência e às ameaças terroristas. Com o título "Por favor, não venha", Cruz lembra ao Papa num texto em seu site que vários governos têm alertado a seus cidadãos que as Filipinas não são um lugar seguro para viajar. "Assassinatos e seqüestros, manifestações dispersadas com violência, ameaças terroristas e sindicatos do crime são alguns dos problemas do país", diz o arcebispo, muito conhecido por sua postura crítica em relação ao Governo. O religioso acrescenta que vários pastores de diversas religiões foram assassinados nas Filipinas durante o mandato de Macapagal Arroyo. O sacerdote italiano Giancarlo Bossi foi seqüestrado no domingo, por um grupo de homens armados, na ilha de Mindanao. Cruz também denuncia em seu texto que o governo "se transformou num especialista em matéria de corrupção, de modo que as Filipinas obtiveram recentemente o vergonhoso título de primeiro lugar em corrupção de toda a região da Ásia". A carta conclui dizendo que "uma visita papal no momento não seria nem sábia nem prudente". Macapagal Arroyo, católica praticante, convidou o Papa a visitar as Filipinas durante uma audiência no Vaticano, na semana passada. Alguns grupos da esquerda local acusam a governante de não governar de acordo com os princípios cristãos e ignorar as denúncias de violações de direitos humanos.

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