Papa nomeia um jesuíta para porta-voz

Médico psicanalista por formação e jornalista por vocação, o espanhol Joaquín Navarro-Valls encerrou hoje a carreira que exerceu nos últimos 22 anos - a de diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé. Espanhol de Cartagena e membro da Opus Dei, instituição fundada em 1928 por Josemaria Escrivá de Ballaguer, o porta-voz do Vaticano estava demissionário desde a eleição de Bento XVI, em abril do ano passado. Navarro-Valls, então com 48 anos, era correspondente em Roma do jornal ABC, de Madri, quando João Paulo II o convidou, em dezembro de 1984, para ocupar um dos principais cargos da cúpula da Igreja. Tornou-se um dos homens mais próximos do papa. Acompanhava o pontífice em suas viagens e costumava jantar com ele, privilégio reservado a pouquíssimos auxiliares. No momento da morte de João Paulo II, Navarro-Valls estava a seu lado.O porta-voz despediu-se de suas funções em Valência, Espanha, no domingo, quando Bento XVI encerrou o 5º Encontro Mundial da Família. Lacônico nas entrevistas formais, era acessível e atencioso nos contatos pessoais. Seu substituto é o padre jesuíta Federico Lombardi, 63 anos, diretor-geral da Rádio Vaticano e do Centro Televisivo Vaticano. Formado em Matemática pela Universidade de Turim, onde entrou na Companhia de Jesus, fez o curso de Teologia em Frankfurt, na Alemanha.

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