Papa pede a bispos africanos que estimulem o diálogo entre muçulmanos e cristãos

O papa Bento XVI solicitou a bispos africanos neste sábado que façam esforços para promover o diálogo entre muçulmanos e cristãos. O pedido ocorre a dois dias do encontro agendado entre o pontífice e representantes de países muçulmanos, como parte dos esforços para acalmar a ira causada por suas últimas declarações sobre o Islã."Fico feliz em saber que as relações entre cristãos e muçulmanos em seu país estão boas, graças à procura por um melhor entendimento mútuo", disse o papa a bispos do Chade. O Vaticano divulgou na última sexta-feira que o papa convidou embaixadores da Santa Sé de países predominantemente muçulmanos a visitar sua residência de verão em Castelo Gandolfo, perto de Roma. O assistente de Bento XVI para assuntos inter-religiosos, cardeal Paulo Poupard, irá participar do encontro. O francês Poupard tem aconselhado o governo italiano em assuntos políticos referentes à integração dos muçulmanos na Itália, país majoritariamente cristão. No dia 12 de setembro, em discurso na Universidade de Regensburg, na Alemanha, Bento XVI citou um texto medieval que caracterizava alguns ensinamentos de Maomé como "maus e desumanos". No domingo, dia 17, o papa afirmou que "sentia profundamente" pelas reações geradas pelo comentário e que o texto citado não refletia suas opiniões. Em meio à fúria no mundo islâmico, o Vaticano solicitou a representantes do papa em diversos países que explicassem o ponto de vista de Bento XVI e o contexto completo de seu discurso.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.