Papa pede a Sharon que suspenda ataques ao QG de Arafat

Horas depois que o Conselho de Segurança da ONU aprovou resolução exigindo o fim do cerco das tropas de Israel ao líder palestino Yasser Arafat, o papa João Paulo II pediu ao primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, para que suspenda os ataques contra o QG de Arafat, dizendo nesta terça-feira que os ataques comprometem as já escassas chances de se instaurar a paz na região.O Vaticano disse que as ações de Israel também aproximam o pontífice de Arafat ?neste doloroso momento para o povo palestino e para a Autoridade Nacional Palestina?, diz o Vaticano. A mensagem a Sharon, enviada em nome do papa pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Angelo Sodano, descreve as agressões como um ?grave ataque? e clama pela retomada do diálogo. O Vaticano reafirmou o compromisso de trabalhar ?pelos direitos de todas as pessoas viverem em paz com fronteiras seguras e num clima de respeito mútuo?. Um ataque perpetrado por um palestino suicida em Tel Aviv, na semana passada, motivou os ataques ao quartel-general de Arafat na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, uma operação que deixou o líder palestino confinado a apenas alguns quartos e despertou os críticos internacionais. O pedido foi apresentado, segundo o porta-voz pontifício, Joaquín Navarro-Valls, em uma carta enviada ao primeiro-ministro israelense. "Preocupado com o grave ataque à sede da Autoridade Palestina, o secretário de Estado, cardeal Angelo Sodano, enviou uma mensagem ao primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, pedindo, em nome do Santo Padre, a suspensão dessas ações, que comprometem as já frágeis esperanças de paz para essa região, e faz votos por um pronto restabelecimento do diálogo entre as partes na base do respeito e da compreensão recíprocos", disse Navarro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.