Papa pede fim da "espiral de ódio e violência"

O papa João Paulo II implorou hoje para que "não prevaleça a espiral de ódio e violência" ao referir-se aos atentados cometidos ontem nos EUA, "em um dos dias mais obscuros da história da humanidade". Com estas palavras o pontífice começou a audiência desta manhã na Praça de São Pedro, onde se reuniram mais de 300 cidadãos norte-americanos. "Um horror inqualificável diante do qual qualquer comentário parece inadequado, mas ainda que a força das trevas pareça prevalecer, o crente sabe que o mal e a morte não têm a última palavra", afirmou o Santo Padre."(O homem de fé) se apóia na esperança cristã e dela se alimenta", acrescentou. João Paulo II dirigiu uma saudação ao "amado povo dos EUA" e se uniu a todos aqueles que condenaram os atentados terroristas que ontem atingiram o coração do país, "reafirmando com vigor que nunca o caminho da violência conduz a autênticas soluções para os problemas da humanidade". "Não posso iniciar esta audiência sem expressar profunda dor pelos ataques terroristas que ontem ensangüentaram a América do Norte, causando milhares de vítimas...", disse o pontífice. Mas adiante, ele perguntou "Como podem ocorrer episódios de tão selvagem crueldade? O coração do homem é um abismo do qual emergem, às vezes, traços de inaudita ferocidade, capaz em determinados momentos de sacudir a vida serena e laboriosa de um povo", disse o papa. Ele dedicou ainda palavras especiais aos familiares da vítimas - " Abraço os parentes dos mortos e dos feridos e lhes asseguro minha proximidade espiritual - e disse que em seu coração também estão os sobreviventes, os membros das equipes de socorro e os voluntários que "nestas horas dedicam toda sua energia para enfrentar tão dramática emergência".

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