Papa pede fim do derramamento de sangue pelo mundo

Do alto do balcão na Basílica de São Pedro, o Papa Bento XVI rezou pela liberdade religiosa na China, pela paz aos "indefesos" na Síria e abordou uma série de conflitos pelo mundo durante a missa de Natal desta terça-feira.

RICARDO GOZZI, Agência Estado

25 de dezembro de 2012 | 18h49

"Que a paz esteja com as pessoas na Síria, profundamente feridas e divididas pelo conflito que não poupa os indefesos e faz vítimas inocentes", disse o pontífice de 85 anos em sua tradicional mensagem de Natal, conhecida como "Urbi et Orbi" (À Cidade e ao Mundo).

Bento XVI pediu a paz no Oriente Médio como um todo e também falou da China, onde nas últimas semanas o Vaticano e o governo estão em descompasso com relação à ordenação dos bispos, que não podem assumir sem que haja aprovação das autoridades chinesas, para consternação do Vaticano.

Da sacada da Basílica de São Pedro, diante de cerca de 40 mil fiéis ali reunidos, o papa pediu a volta da paz na Nigéria, onde "atos selvagens de terrorismo continuam a fazer vítimas, particularmente entre os cristãos".

Bento XVI pediu a Deus que "dê a israelenses e palestinos a coragem para pôr fim a longos anos de conflito e divisão e embarquem de maneira resoluta no caminho do diálogo".

Horas antes, em Belém, no lugar onde segundo a tradição cristã nasceu Jesus, velas iluminaram o local sagrado e o som das orações tomou conta do ambiente. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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