Filippo Monteforte/EFE/EPA
Filippo Monteforte/EFE/EPA

Papa pede por compartilhamento de vacinas em celebração de Páscoa

No tradicional discurso na Basílica de São Pedro, o pontífice propôs o fim dos conflitos e pediu confraternização dos países na guerra contra a pandemia

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2021 | 09h58

Durante celebração do domingo de Páscoa no Vaticano, o Papa Francisco propôs  o fim do "clamor das armas" e dos conflitos e também pediu à comunidade internacional que compartilhe as vacinas contra a covid-19 com os países mais desfavorecidos.

“A pandemia continua a todo vapor, a crise social e econômica é muito grave, principalmente para os mais pobres; e apesar de tudo - e é escandaloso - os conflitos armados não cessam e os arsenais militares são reforçados”, criticou o argentino, em sua homilia na Basílica de São Pedro, antes da bênção Urbi et Orbi (para a cidade e para o mundo).

O pontífice pediu para parar "o clamor das armas na amada e atormentada Síria, onde milhões de pessoas vivem atualmente em condições desumanas, assim como no Iêmen, cujas consequências são rodeadas por um silêncio ensurdecedor e escandaloso, e na Líbia, onde finalmente é possível ver uma saída para uma década de lutas e confrontos sangrentos."

Francisco dedicou a sua homilia pascal aos mais vulneráveis, aos que sofrem com a covid-19, aos migrantes, às pessoas que vivem em condições precárias devido à pandemia e às populações que sofrem com as guerras.

Sobre a crise de saúde, Jorge Bergoglio, após homenagear os médicos e enfermeiras na linha de frente da pandemia, lembrou que “as vacinas são ferramentas fundamentais nessa luta”. "No espírito do 'internacionalismo da vacina', exorto toda a comunidade internacional a assumir um compromisso comum para superar os atrasos em sua distribuição e promover sua distribuição, especialmente nos países mais pobres", disse ele.

O  discurso foi feito em uma Basílica de São Pedro quase vazia. Ele normalmente preside essas celebrações diante de dezenas de milhares de fiéis no Vaticano. Mas desta vez, pelo segundo ano consecutivo, seguindo as restrições ao covid-19 na Itália, um dos países mais afetados pelo vírus com mais de 110.000 mortes, impediram tais atos./AFP

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