Papa pede que angolanos busquem conciliação

O papa Bento XVI pediu aos angolanos hoje que continuem com seu caminho de conciliação, após quase três décadas de guerra civil (1975-2002). Segundo o pontífice, o diálogo deve superar qualquer conflito e tensão. Bento XVI fez o apelo ao chegar e receber uma calorosa acolhida na capital angolana, Luanda, na segunda parte de sua visita à África. Dezenas de milhares de angolanos o receberam, buzinando de seus carros e acenando para o religioso.

AE-AP, Agencia Estado

20 de março de 2009 | 12h19

O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, recebeu Bento XVI, de 81 anos, no aeroporto. Durante seus comentários ao chegar, o papa se referiu à sua própria infância na Alemanha nazista, dizendo que as divisões nacionais são fruto de "ideologias destrutivas e desumanas". Também lembrou que elas levam "opressão" às pessoas. Bento XVI chegou em Angola vindo de Camarões.

Em seu discurso, Bento XVI se referiu à "multidão" de pobres angolanos, que não devem ser esquecidos. "Essa é uma grande tarefa, que requer grande participação cívica da parte de todos." Angola é rica em diamantes e petróleo, mas a guerra e problemas administrativos deixaram a maioria da população na miséria.

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