Papa pede que crimes acabem no Iraque

O Papa Francisco expressou neste domingo ultraje diante da violência causada por minorias religiosas no Iraque, onde crianças em fuga morreram de sede, e pediu para que esses crimes acabassem.

Estadão Conteúdo

10 de agosto de 2014 | 17h17

Em uma mensagem durante sua tradicional bênção de domingo, Francisco disse que as notícias do Iraque "nos deixam em consternação e descrença". Ele citou "as milhares de pessoas, incluindo cristãs, que foram brutalmente forçadas a deixar suas casas e crianças que morreram de sede durante a fuga".

Ele também falou da "destruição da religião, de tesouros históricos e culturais".

O Papa encorajou a comunidade internacional a encontrar "uma solução política eficiente" que possa parar esses crimes e restabelecer a regra da lei". Ele disse que seu emissário pessoal, o cardeal Fernando Filoni, iria partir para o Iraque, em auxílio à população sofredora.

Filoni, o embaixador do Vaticano em Bagdá durante a guerra do Iraque, vai viajar para o Iraque para mostrar solidariedade aos cristãos, que estão entre os alvos de militantes islâmicos. Filoni mencionou, em uma entrevista a uma emissora de rádio do Vaticano, a dificuldade que existe em chegar à região onde milhares de refugiados estão passando fome.

Na preparação para sua partida, que deve ocorrer na manhã de segunda-feira, Filoni se encontrou rapidamente com o Papa, neste domingo. O Vaticano disse em um comunicado que o Papa deu instruções pessoais para a missão e confiou a ele um montante não declarado de dinheiro para fornecer ajuda urgente, como um sinal concreto da solidariedade do Papa.

O Papa também chamou a atenção para a violência em Gaza, "que matou vítimas inocentes e só agravou o conflito entre israelenses e palestinos".

O pontífice parte nesta quarta-feira para a Coreia e pediu aos fiéis: "Por favor, me acompanhem com suas orações". Fonte: Associated Press.

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