Papa pede que diálogo substitua armas no conflito líbio

O papa Bento XVI pediu o fim dos combates na Líbia, dando ênfase ao uso da diplomacia, durante sua mensagem de Páscoa, pedindo paz no Oriente Médio. O papa disse que as políticas no norte da África e Oriente Médio deveriam ser baseadas no respeito para todos.

AE, Agência Estado

24 de abril de 2011 | 08h43

"No atual conflito na Líbia, possam a diplomacia e o diálogo substituírem as armas; e aqueles que sofrem como resultado do conflito possam ter acesso à ajuda humanitária", disse. Em referência ao norte da África e Oriente Médio, o papa orou pela materialização de uma sociedade onde "cada escolha política seja inspirada pelo respeito à pessoa humana".

Bento XVI celebrou a missa de Páscoa na Praça de São Pedro, repleta de peregrinos e turistas e decorada com as cores vivas das flores de primavera, marcando o dia mais jubiloso do ano para a Igreja. No momento em que o Papa fazia o discurso, mais de cem mil pessoas assistiam no local.

Mas, enquanto "no Céu, tudo é paz e contentamento", disse Bento, "infelizmente, não é assim na Terra", lamentou ele, sobre a fome, doença, guerra e violência, na mensagem dada depois da missa, na Basílica de São Pedro.

O papa rezou pelas pessoas no Oriente Médio, "para que a luz da paz e da dignidade humana possa vencer as trevas da divisão, do ódio e da violência". "Em todos os países do norte da África e Oriente Médio, possam todos os cidadãos, especialmente os jovens, trabalhar para promover o bem comum e construir uma sociedade onde a pobreza seja derrotada e toda escolha política seja inspirada pelo respeito à pessoa humana", afirmou.

A Europa tem ficado dividida sobre aceitar ou deportar os migrantes, diversos dos quais da Líbia e outras regiões no norte da África, que têm chegado à costa europeia fugindo do derramamento de sangue. Bento ficou do lado dos refugiados, dizendo "possam as pessoas de boa vontade abrir seus corações para recebê-los".

A mensagem "Urbi et Orbi" (à cidade e ao mundo) também pediu que a Costa do Marfim "caminhe o caminho da reconciliação e perdão". Bento também orou para que o Japão encontre consolo à medida que se recupera da devastação do terremoto e tsunami. As informações são da Associated Press.

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