Papa protesta contra guerra e terrorismo em visita a santuário

O papa Bento XVI visitou nesta segunda-feira o popular santuário do Divino Amor, no sul de Roma, onde dirigiu a oração do rosário e fez um pedido para que o mundo "fique livre das guerras e do terrorismo".O Pontífice inaugurou solenemente as atividades de culto a Maria em maio, com a oração diante da imagem da "Madona" do Divino Amor, uma das mais veneradas pelos romanos.Em breve discurso após a oração, o papa ressaltou que "hoje há necessidade de conversão a Deus, ao Deus Amor, para que o mundo fique livre das guerras e do terrorismo"."Infelizmente, as vítimas nos lembram disso, como os militares mortos na quinta-feira em Nassiriya, no Iraque", afirmou em referência ao atentado que matou três militares italianos e um romeno no país árabe.Joseph Ratzinger pediu o cumprimento do "voto feito pelos romanos em 4 de junho de 1944, quando pediram solenemente à Virgem do Divino Amor que a cidade fosse preservada dos horrores da guerra".Naquele dia, a imagem de Nossa Senhora foi exposta na igreja romana de São Ignácio para pedir a libertação da cidade, ocupada pelos nazistas, e os romanos fizeram o voto de "corrigir e melhorar sua conduta moral para aproximar-se do Senhor Jesus", lembrou o papa.Poucas horas depois, os alemães abandonaram a capital italiana, o que foi considerado obra de Nossa Senhora. Uma semana depois, o papa Pio XII lhe atribuiu o título de "Salvadora da Urbe".Desde então, o santuário do Divino Amor é um dos mais venerados pelos romanos e um local de peregrinação. Também assistiram à cerimônia o vigário para a diocese de Roma, cardeal Camillo Ruini; o bispo auxiliar do setor sul da cidade, monsenhor Paoo Schiavon, e o reitor do santuário, monsenhor Pasquale Silla, além de vários fiéis e políticos, como o ministro da Agricultura italiano, Gianni Alemanno.

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