Papa reprova concepção do sacerdócio como modo para ter mais poder

Durante missa, Bento XVI destaca quem faz a prática não ama verdadeiramente a Deus e nem aos demais

Efe,

20 de junho de 2010 | 06h39

CIDADE DO VATICANO - O papa Bento XVI reprovou neste domingo, 20, a concepção do sacerdócio como uma forma de assegurar uma estabilidade e uma posição social na vida e como modo de conseguir mais poder e prestígio pessoal.

O pontífice abordou os valores que, segundo ele, devem andar juntos ao sacerdócio, durante uma missa na basílica de São Pedro do Vaticano para a ordenação presbiterial de 14 diáconos da diocese de Roma, da qual Bento XVI é bispo.

"Quem quer, sobretudo, realizar sua própria ambição, alcançar seu sucesso próprio, sempre será escravo de si mesmo e da opinião pública. Para ser considerado, deverá adular; deverá dizer o que gosta para as pessoas; deverá se adaptar à mudança das modas e das opiniões e, assim, se privará da relação vital com a verdade, obrigando-se a condenar amanhã o que há elogiou hoje", acrescentou.

Segundo o papa, um homem que conceba assim sua vida, "um sacerdote que veja nestes termos seu próprio Ministério, não ama verdadeiramente nem a Deus nem aos demais, mas só a si mesmo e,paradoxalmente, termina por se perder a si mesmo".

Bento XVI, que presidiu esta cerimônia em São Pedro antes de se dirigir à oração do Angelus dominical, afirmou que o sacerdócio é fundado na "coragem de dizer sim a outra vontade", sabendo que com isso não só não se perde a originalidade de cada indivíduo, mas também se adentra ainda mais na verdade do ser e do Ministério sacerdotal.

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