Papa se despede de Israel com discurso mais claro

Ao se despedir da Terra Santa, após oito dias de peregrinação - que incluiu visitas a Jordânia, Israel e territórios palestinos -, o papa Bento XVI voltou a adotar o tom político que tornou sua viagem polêmica. Mas, em seu último discurso, no aeroporto de Tel-Aviv, ele mediu cada palavra num texto considerado o mais diplomático da viagem. Diante do presidente israelense, Shimon Peres, e do premiê Binyamin Netanyahu, o pontífice voltou a defender a criação de um Estado palestino. Mas foi cuidadoso o suficiente para enfatizar que também defende o direito de Israel viver em paz.

AE, Agencia Estado

16 de maio de 2009 | 08h04

"Que seja reconhecido universalmente que o Estado de Israel tem direito a existir e a usufruir de paz e segurança com fronteiras internacionalmente reconhecidas. Da mesma forma, que seja reconhecido que o povo palestino tem direito a uma pátria independente e soberana", afirmou. "Que a solução de dois Estados se torne uma realidade, não continue a ser um sonho", concluiu, usando pela primeira vez a palavra Estado para a pátria palestina. Por toda a viagem, o chefe da Igreja Católica foi categórico na defesa a um Estado palestino.

Usando de uma diplomacia que muitos acreditam ter faltado durante a peregrinação, Bento XVI ainda explicou que se considera amigo tanto dos israelenses quanto dos palestinos. E fez um apelo: "Basta de derramamento de sangue! Basta de terrorismo! Basta de guerra! Em vez disso, vamos quebrar o ciclo de violência." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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