Esteban Biba/EFE
Esteban Biba/EFE

Papa teme derramamento de sangue na Venezuela

Francisco vinha sendo criticado por não se pronunciar sobre a crise venezuelana, que na semana passada, levou o opositor Juan Guaidó a se declarar presidente interino do país, com apoio de parte da comunidade internacional

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2019 | 13h14

SANTO DOMINGO - O papa Francisco admitiu nesta segunda-feira que teme "um derramamento de sangue" na Venezuela e a violência que pode ser desencadeada pela crise política no país, em declarações a bordo do avião que o levou do Panamá para Roma. 

O papa vinha sendo criticado por não se pronunciar sobre a crise venezuelana, que na semana passada, levou o opositor Juan Guaidó a se declarar presidente interino do país, com apoio de parte da comunidade internacional.

O pontífice argentino reiterou que deseja uma solução justa e pacífica para a crise e disse não ter se pronunciado sobre os últimos desdobramentos em Caracas por que “seria uma imprudência que poderia causar danos”. 

“Tenho de ser equilibrado. Não gosto dessa palavra, aliás. Tenho de ser um pastor”, disse Francisco, que deixou aberta uma possibilidade de intermediação entre as duas partes. “Se necessitam de ajúda, que peçam de comum acordo.”

Francisco ainda disse que tentou evitar se intrometer em um papel que não é o dele. “Eu apoio o povo venezuelano em todos os momentos”, acrescentou. E pediu que os que possam resolver a crise que tenham grandeza. “O problema da violência me aterroriza.”

/AFP

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