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Papa termina visita a Cuba com dura mensagem e reunião com Fidel Castro

Pouco antes de se encontrar com o ex-presidente cubano, Bento XVI pediu maior liberdade para a igreja católica

estadão.com.br,

28 Março 2012 | 15h22

HAVANA - Centenas de milhares de cubanos lotaram a Praça da Revolução para assistir à missa matutina e se protegeram do forte sol com guarda-sóis e viseiras, enquanto agitavam bandeiras, assistindo ao Papa - que acenava ao público - transitar pelo Papamóvel blindado.

 

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Pouco antes de se encontrar com o ex-presidente cubano Fidel Castro, o Papa Bento XVI pediu maior liberdade para a igreja católica e denunciou o "fanatismo" político, em Cuba, durante um sermão nesta quarta-feira, 28, na praça da Revolução.

 

As palavras do Papa foram uma inédita e dura mensagem política passada em uma missa assistida por centenas de milhares de pessoas. Ele disse que o povo encontra a liberdade quando a procura por meio do que o cristianismo oferece. "Por outro lado, há algumas pessoas que interpretam mal essa busca pela verdade, o que as leva à irracionalidade e ao fanatismo", disse Papa ao ler seu sermão em espanhol.

 

Embora não tenha se referido ao governo, o Pontífice pediu que Cuba permitisse à igreja católica maior liberdade para difundir as mensagens dela. Na primeira fila, estavam o presidente cubano e vários ministros. No fim da missa, Raúl Castro subiu ao altar e, sério, cumprimentou ao Papa com um aperto de mãos e em seguida apontou para a multidão, que saudava Bento XVI.

 

Encontro com o presidente

 

O ex-presidente havia anunciado nesta terça-feira, 27, que se reuniria com o Pontífice, colocando fim a semanas de especulações sobre se Fidel Castro repetiria o encontro que teve com o Papa João Paulo II, durante a história visita em 1998.

 

Ainda não se sabe detalhes do encontro que terminou recentemente e durou uma hora e meia, disse o porta-voz do Vaticano Federico Lombardi,

 

Na véspera, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que em um encontro privado nesta terça-feira, 27, entre o Papa e o presidente, Bento XVI pediu que o governo considerasse declarar a sexta-feira santa como feriado. Quando João Paulo II visitou Cuba há 14 anos, o governo declarou feriado a véspera do Natal. O Vaticano espera uma resposta.

 

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