Papa vai à África pedir que mundo não se esqueça de necessitados

O papa Bento 16 fará nesta semana sua primeira visita à África, na qual pedirá para que nações desenvolvidas afetadas pela crise econômica não se esqueçam do continente onde a sobrevivência é uma luta diária para muitos.

REUTERS

15 de março de 2009 | 14h02

A visita entre os dias 17 e 23 de março a Camarões e Angola dará ao papa, considerado algumas vezes "eurocentrista", a chance de falar sobre outras questões que o continente enfrenta --guerra, corrupção e algumas vezes relações tensas entre cristãos e muçulmanos.

Embora esteja visitando apenas dois países, a mensagem será destinada a todo o continente, especialmente porque o papa se reunirá com bispos de todos os países africanos.

"Eu pretendo envolver todo o continente, suas milhares de diferenças, seu profundo espírito religioso, suas culturas ancestrais, seu duro caminho de desenvolvimento e reconciliação, seus graves problemas, suas dolorosas feridas e seu enorme potencial e esperança", disse ele neste domingo.

"Em particular, penso nas vítimas da fome, doenças, injustiças, conflitos e toda forma de violência que infelizmente continuam", ele disse a peregrinos e turistas na Praça de São Pedro.

No século 20, a população católica na África cresceu de cerca de 2 milhões em 1990 para cerca de 140 milhões em 2000, aumentando a importância do continente para o Vaticano com a queda no número de católicos praticantes no mundo desenvolvido.

(Reportagem de Philip Pullella)

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