Papa visita região afetada por terremoto na Itália

O papa Bento XVI visitou hoje a área afetada por um terremoto no centro da Itália. O pontífice buscou confortar as vítimas e pediu uma reflexão dos responsáveis pelas construções frágeis, culpadas por parte das mortes. Bento visitou um acampamento, a basílica e um dormitório, na cidade de L''Aquila, de 70 mil habitantes. O colapso do dormitório visitado foi considerado o melhor exemplo da angústia vivida pela cidade. A situação gerou várias investigações criminais sobre os possíveis culpados pelas quase 300 mortes, no tremor de magnitude 6,3 na escala Richter.

AE-AP, Agencia Estado

28 de abril de 2009 | 11h01

O terremoto do dia 6 de abril deixou 296 vítimas fatais, em dezenas de cidades e vilas na região de Abruzzo, centro da Itália. Aproximadamente 50 mil pessoas tiveram que deixar suas casas e milhares de construções ruíram ou foram gravemente danificadas. Promotores abriram uma investigação sobre as construções de muitos dos edifícios que caíram. É investigado tanto o trabalho de construção quanto os materiais utilizados e há acusações de que areia da praia foi ilegalmente misturada ao cimento, enfraquecendo as estruturas.

A primeira parada do papa foi na pequena Onna, varrida pelo tremor, que matou 40 de seus 300 moradores. Mais de 250 pessoas vivem em tendas em um estacionamento, enlameado após uma chuva que caiu no momento em que o papa chegava. Bento XVI disse que gostaria de visitar cada vila atingida pelo terremoto. Ele apelou para o governo e as empresas transformarem o socorro às vítimas em um projeto de longo prazo para a qualidade das construções.

Em L''Aquila, o pontífice se encontrou com dezenas de estudantes no lado de fora do dormitório que ruiu em uma universidade. Sete pessoas morreram neste local. "Agora que eu vi a destruição com meus próprios olhos, posso ver que é ainda pior que eu imaginei", afirmou o papa, segundo o reverendo Nunzio Spinelli. Bento XVI disse que gostaria de visitar a área antes, mas não queria interferir no trabalho de auxílio às vítimas. Em 1980, o papa João Paulo II viajou a Nápoles quase imediatamente depois de um terremoto. Na ocasião, o pontífice foi criticado, porque os elevados temores com sua segurança complicaram o trabalho de resgate.

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