Papel de Assad em debate

Nos dois anos da crise na Síria, a divisão entre as grandes potências nunca foi tão grande - a começar pelo papel que o ditador Bashar Assad pode desempenhar em uma eventual transição política.

O Estado de S.Paulo

10 de março de 2013 | 02h04

Após meses de hesitação, o governo de Barack Obama juntou-se a europeus, árabes, turcos e à oposição síria na defesa da saída incondicional de Assad do poder. A queda do ditador, assim, seria precondição para qualquer tipo de diálogo.

Mas a Rússia - aliada estratégica da Síria e do clã Assad desde a Guerra Fria - rejeita totalmente essa posição de princípio. Questionado na sexta-feira sobre se Moscou poderia apoiar a saída do ditador sírio, o ministro das Relações Exteriores do Kremlin, Sergei Lavrov, voltou a condenar a "intromissão nos assuntos sírios". "Não vamos de jeito nenhum (pedir a saída de Assad). Todos sabem que nós não participamos desse jogo de mudança de regimes. Somos contra a interferência em assuntos domésticos", afirmou.

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