Papel de Chávez preocupa aliados de Santos

As reações da classe política e de dos movimentos sociais colombianos em relação ao anúncio da nova negociação de paz com as Farc foram positivas, mas divididas. Senadores conservadores se mostraram preocupados ontem com o papel que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, poderá ter no processo.

BOGOTÁ, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2012 | 03h02

Segundo o jornal colombiano El Espectador, o senador Juan Lozano, líder do Partido Social da Unidade Nacional - pelo qual Juan Manuel Santos se elegeu presidente, em 2010 -, pediu que a função de Chávez no processo seja esclarecida, "pois afeta a soberania nacional".

De acordo com o Espectador, foi confirmada ontem a informação de que foi o venezuelano quem avisou o governo de Bogotá a respeito da disposição da guerrilha de negociar com o governo. Para o senador Carlos Ramiro, do Partido Conservador, Chávez - que disputará a reeleição em outubro - quer se beneficiar do processo de paz.

O ex-presidente da Colômbia Ernesto Samper, do Partido Liberal colombiano, elogiou a "discrição" de Santos durante o processo de início de diálogo com a guerrilha. O Polo Democrático do Trabalho e o grupo Progressistas, de esquerda, também apoiaram a medida, assim como a Igreja Católica e a Confederação-Geral do Trabalho.

Reação internacional. O governo dos EUA celebrou o anúncio da retomada do processo de paz na Colômbia, de acordo com a porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, elogiou "o avanço que constitui essa aproximação". / AFP

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