Brendan Smialowski / AFP
Brendan Smialowski / AFP

Papel de Ivanka Trump na diplomacia americana é criticado

Presidente americano tem sido criticado por incluir membros de sua família em sua equipe desde o começo de seu governo

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2019 | 22h15

SEUL - Ivanka Trump, filha mais velha do presidente americano, usou uma inesperada reunião entre Donald Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, para entrar ainda mais no papel de porta-voz não oficial e candidata a um cargo no governo do pai. 

“Estamos prestes a inaugurar uma potencial era de ouro para a Península Coreana”, disse Ivanka à Bloomberg antes do histórico encontro em que Trump pisou no território norte-coreano. Mas, assim que ela deixou a reunião a portas fechadas entre os dois líderes, horas mais tarde, ela tinha apenas uma palavra para os jornalistas: “Surreal”. 

O presidente americano tem sido criticado por incluir membros de sua família em sua equipe desde o começo de seu governo. Jared Kushner, marido de Ivanka, por exemplo, executa trabalhos que vão da supervisão de portfólios de tecnologia do governo à paz no Oriente Médio. No entanto, a presença de Ivanka na visita à Ásia, na última semana, representou um passo proeminente em um palco internacional. 

Ela era a mulher mais visível do governo de Trump para seguir na viagem. A primeira-dama, Melania Trump, ficou em Washington e a porta-voz da Casa Branca, Sara Sanders, acabou de deixar o cargo. 

Assim, na cúpula do G-20 em Osaka, no Japão, Ivanka foi a companhia de seu pai nos encontros com vários líderes mundiais, incluindo Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, e Mohamed bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita. 

Observadores e críticos, porém, recorreram a um vídeo para argumentar que ela estava fora de contexto. No vídeo postado no Instagram pelo gabinete do presidente da França, Emmanuel Macron, ela tenta participar de uma conversa com a premiê britânica, Theresa May, a diretora do FMI, Christine Lagarde, Macron e o premiê canadense, Justin Trudeau, que falavam sobre justiça social.

“Assim que você mostrar o aspecto econômico, muitos começam a te ouvir de outra forma”, argumentou May. Ivanka, então, tenta entrar na conversa e faz alguma observação desconexa sobre o domínio dos homens na área da defesa. Em suas expressões, Lagarde não esconde o desdém. 

Empoderamento

Ivanka tem feito do empoderamento feminino a base de seu trabalho na Casa Branca. Em Osaka, em uma apresentação, ela disse a líderes mundiais que as mulheres deveriam estar no coração de qualquer agenda econômica. 

Ao comentar o episódio, a subsecretária de comunicação da presidência americana, Jessica Ditto, afirmou que o vídeo é uma representação errada da situação e a crítica a Ivanka é “absolutamente patética”. / NYT

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