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Papel do Brasil na questão é importante, diz americano

Em entrevista exclusiva ao Estado, o secretário-assistente para Segurança Internacional e Não Proliferação dos EUA, Thomas Countryman, disse que o governo de Barack Obama acredita que o Brasil pode desempenhar um importante papel na questão do programa nuclear iraniano. "Espero que cada país preocupado com o futuro do desarmamento venha a público e fale suas posições. O Irã está violando decisões do Conselho de Segurança da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica - e quanto mais países expressarem suas críticas, maiores as chances de o Irã mudar seu caminho. A voz brasileira é importante em todas as discussões."

RAFAEL MORAES MOURA , BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2012 | 03h01

Para Countryman, apesar das ameaças representadas por Irã e Coreia do Norte, o mundo está mais seguro. "Se você analisar a história, há menos pessoas hoje morrendo em virtude de guerras e violência do que em qualquer período do passado, apesar de permanecer a ameaça de terroristas ou Estados criarem armas. Se você quiser ser um otimista, precisa trabalhar e planejar como se fosse pessimista, preparar os piores cenários e fazer tudo para que eles não ocorram."

Countryman também discutiu com as autoridades brasileiras a adesão do País a protocolos adicionais do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), do qual o Brasil é signatário. A adesão é voluntária, mas potências atômicas têm pressionado países desarmados a aderir. O Brasil resiste, por temer que isso comprometa a confidencialidade das atividades brasileiras.

"Esse é um diálogo de longo prazo, já tivemos essa discussão outras vezes. Não é uma questão de pressão, e sim de diálogo entre dois parceiros que apresentam suas opiniões sempre de forma respeitosa", afirmou. "Também não é uma questão de prazos - não são muito produtivos em relações internacionais -, mas há algumas exceções." Sobre a Coreia do Norte, que anunciou na semana passada que suspenderia os testes e enriquecimento de urânio e até que inspetores estrangeiros monitorassem suas atividades, Countryman diz que se trata de um "começo que pode dar bons resultados".

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