Paquistanês batiza biblioteca com nome de Bin Laden

Muitos não haviam notado a nova biblioteca de um colégio interno islâmico para meninas perto da capital do Paquistão até que os locais viram a placa em urdu na porta de madeira: "Biblioteca de Osama bin Laden, o Mártir". O religioso Maulana Abdul Aziz, um pregador radical que administra o internato Jamia Hafsa, queria honrar a memória do líder da al-Qaeda, morto em maio de 2011 em seu esconderijo Abbottabad, uma cidade cerca de 125 quilômetros ao norte de Islamabad, durante ataque das forças especiais da marinha norte-americana.

Agência Estado

18 de abril de 2014 | 13h05

Embora o nome da biblioteca tenha chamado a atenção em todo o Paquistão, um país em que a opinião pública continua fortemente contrária aos Estados Unidos e estudantes religiosos ainda idolatram o homem por trás do atentado terrorista de 11 de setembro, a imagem de Bin Laden desapareceu nos últimos anos.

Com milhares de mortos na guerra do Paquistão contra o Taleban, o público que antes batizava os filhos com o nome de Bin Laden se mostra cada vez mais insatisfeito com a violência de militantes.

Imagens do terrorista saudita e lojas que carregavam seu nome se tornaram impopulares por causa das baixas civis.

Conforme as autoridades paquistanesas começaram a prender líderes do Taleban e associados de Bin Laden, moradores ficaram com medo de mostrar sua imagem. As que continuam expostas se desgastaram com o sol ou foram levadas por chuvas torrenciais. A biblioteca é a primeira homenagem a Bin Laden em muito tempo e chamou a atenção da mídia local. Para Aziz, Bin Laden é um ícone, disse o porta-voz do religioso à Associated Press na sexta-feira. "Aziz pensa que Osama bin Laden é um herói e um mártir e é por isso que ele escolheu o nome de bin Laden para a biblioteca", explicou o porta-voz. Fonte: Associated Press.

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