Paquistanês confessa envolvimento em ataques na Índia

A revelação pode aumentar a pressão para que Islamabad julgue Zarar Shah e outros suspeitos dos atentados

AE-AP, Agência Estado

31 de dezembro de 2008 | 18h25

Um rebelde detido no Paquistão confessou seu envolvimento nos ataques terroristas de Mumbai e está dando detalhes aos investigadores, disse nesta quarta-feira, 31, uma alta autoridade paquistanesa. A revelação pode aumentar a pressão para que Islamabad julgue Zarar Shah e outros suspeitos dos atentados ou os extradite para a Índia. "(Shah) deu declarações sobre seu envolvimento", disse, sem dar detalhes, a autoridade, que pediu o anonimato.Um membro da inteligência disse que Shah e outro suspeito, Zaki-ur-Rehman Lakhvi, estão cooperando com os investigadores, mas alertou que as autoridades ainda não chegaram a uma conclusão definitiva sobre seu envolvimento. As autoridades indianas não foram encontradas para comentar o assunto. Em novembro, os terroristas atacaram dez locais, incluindo dois hotéis cinco estrelas e um centro judaico, na capital financeira da Índia, Mumbai, matando 164 pessoas numa ação que durou três dias. A Índia e os Estados Unidos afirmaram que os rebeldes que planejaram e executaram os ataques são paquistaneses e pedem que Islamabad tome medidas contra os responsáveis. Grupo terroristaShah e Lakhvi foram identificados como membros do Lashkar-e-Taiba, um grupo banido, acusado dos ataques em Mumbai e de outros atos contra a Índia. Eles foram detidos logo após os atentados. A Índia anunciou que os dois estavam envolvidos no planejamento do ataque, mas deu poucos detalhes sobre o papel deles nos crimes e não apresentou provas. As acusações de envolvimento do Lashkar-e-Taiba colocou o Paquistão numa posição difícil, porque acredita-se que o grupo foi criado por agências de inteligência paquistanesas para combater o domínio indiano da Caxemira, região do Himalaia reivindicada pelos dois países.

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