Paquistanês defende recompensa pela morte de diretor

O ministro do governo paquistanês que ofereceu $ 100 mil dólares pela morte do diretor do filme que ridiculariza o Islã disse que essa é a "única maneira" de impedir insultos contra o profeta Maomé.

AE, Agência Estado

25 de setembro de 2012 | 13h13

O ministro de ferrovias, Ghulam Ahmed Bilour, foi criticado internacionalmente quando ofereceu a recompensa e pediu que o Taleban e Al-Qaeda realizem o que ele chamou de "nobre ato".

O govenro do Paquistão e o próprio partido de Bilour distanciaram-se da oferta de recompensa. Mas o ministro insiste que a opinião pública paquistanesa o apoia. Dezenas de manifestações violentas contra o vídeo "A Inocência dos Muçulmanos" aconteceram no país, deixando 21 mortos.

"Eu expressei minha opinião pessoal e fé. Eu mantenho a minha declaração", disse ele nesta terça-feira para a AFP. "Minha fé não é violenta, mas eu não posso perdoar e tolerar (tais insultos)". Washington e a União Europeia condenaram a atitude de Bilour.

O produtor do filme, Nakoula Basseley Nakoula, é um egípcio copta de 55 anos. Ele já foi condenado por fraude e atualmente está escondido com sua família. As informações são da Dow Jones.

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