Paquistanês é acusado de dar apoio a terroristas nos EUA

Um paquistanês detido há quatro meses nos Estados Unidos em meio a investigações do governo local sobre supostas atividades terroristas foi indiciado nesta sexta-feira por acusações de auxiliar um ativista da rede extremista Al-Qaeda que queria entrar nos EUA. Uzair Paracha, de 23 anos, era mantido sob custódia como testemunha material desde que foi detido em Nova York no fim de março. Os promotores alegam que Paracha aceitou auxiliar um militante da Al-Qaeda a obter documentos que permitiriam sua entrada nos Estados Unidos e o ajudaria a legalizar sua imigração. O processo foi apresentado à Corte Federal de Manhattan, Nova York.Segundo os autos do processo, Paracha encontrou-se com um suposto ativista da Al-Qaeda no Paquistão no início deste ano. O ativista teria pedido a ele que entrasse em contato com autoridades do serviço de imigração dos Estados Unidos e se fizesse passar por ele. O objetivo seria a obtenção de um documento de viagem que depois permitiria a entrada e a permanência do ativista em solo americano, acusa a promotoria. De acordo com os promotores, o suposto militante da rede extremista teria permanecido no exterior."Esse caso demonstra que a Al-Qaeda fará tudo o que estiver a seu alcance para obter apoio dentro dos Estados Unidos", disse o secretário americano de Justiça, John Ashcroft, por meio de um comunicado.De acordo com a acusação, depois de chegar aos Estados Unidos, Paracha fez telefonemas ao serviço de imigração em nome do ativista da Al-Qaeda e também ligou para um banco do qual o suspeito é correntista. Uma investigação mais detalhada levou à descoberta de que Paracha possuía uma licença de motorista de Maryland e um cartão do banco ATM com o nome do suspeito. Anthony Ricco, advogado de Paracha, disse recentemente que seu cliente é inocente. O réu deverá comparecer perante a corte ainda hoje. Acusado de conspirar para fornecer apoio material e recursos a uma organização considerada terrorista, se for considerado culpado, Paracha pode ser condenado a até 15 anos de prisão e a pagar multa de até US$ 250.000.

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