Paquistaneses apontam falta de comida após enchentes

Milhares de pessoas voltaram nesta segunda-feira a suas casas na cidade histórica de Thatta, no sul do Paquistão, onde novos diques construídos com barro e pedras contêm as águas que inundaram boa parte do país. As pessoas que fugiram de comunidades vizinhas se queixavam da escassez de comida e água, enquanto acampavam em um grande templo muçulmano, em uma colina próxima de Thatta.

AE-AP, Agência Estado

30 de agosto de 2010 | 11h31

Centenas de pessoas corriam atrás dos veículos que distribuem alimentos, nas imediações de um cemitério próximo. A manobra caótica das autoridades deixou sem comida muitas das vítimas das enchentes, sobretudo os doentes e idosos. Alguns bebiam água da chuva em charcos para matar a sede.

"Não posso correr atrás de comida, nem sobreviver nesse estado na minha idade", reclamou Nasima Mai, de 75 anos, que deixou sua comunidade ao lado de sua numerosa família, a maioria formada por mulheres e crianças. "Jogam a comida de caminhões como se estivessem alimentando animais."

As autoridades afirmaram que tentavam enviar alimentos e abrigo para centenas de milhares de pessoas que acampam em uma coluna de Makli. Mas, como em outros lugares do país, a magnitude do desastre reduziu a capacidade de resposta dos governos locais e dos doadores internacionais.

As inundações começaram há quase um mês, no noroeste do país, por causa das chuvas de monções. O problema cresceu com a cheia do rio Indo. Várias comunidades e zonas agrícolas foram devastadas e pelo menos 1.600 pessoas morreram. Dezessete milhões foram prejudicadas pelas chuvas.

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