Paquistaneses choram mortos em atentado com carro-bomba

Ataque a jogo de vôlei tinha como prováveis alvos os líderes locaisx que se opõem ao grupo radical Taleban

Associated Press

02 de janeiro de 2010 | 09h54

Uma vila do noroeste do Paquistão que tentou resistir à infiltração pelo Telaban chora neste sábado as vítimas de um aparente ato de vingança do grupo extremista, um atentado suicida que matou 96 moradores do local durante uma partida de voleibol. 

 

Mortos por carro-bomba no Paquistão chegam a 96

 

O ataque, contra a periferia da cidade de  Lakki Marwat, foi um dos mais letais da história recente do Paquistão, e enviou uma mensagem sangrenta para os paquistaneses que ousam resistir ao grupo islâmico radical. 

 

Moradores procuram corpos em meio aos destroços deixados pela explosão. Ijaz Muhammad/AP

 

O terrorista suicida detonou cerca de 250 kg de explosivos numa área repleta de pessoas, durante um torneio de vôlei realizado na sexta, após uma reunião de líderes tribais que se opõem ao Taleban. Esses líderes, que ajudaram a criar uma milícia contra o taleban, eram provavelmente o verdadeiro alvo, disse a polícia.

 

Pelo noroeste do Paquistão, onde a força policial é escassa, mal equipada e ganha pouco, diversas tribos tomaram a segurança em suas próprias mãos, montando milícias de cidadãos para repelir o Taleban.

 

Soldados de grupo paramilitar paquistanês saúdam colegas mortos no ataque. Ijaz Muhammad/AP

 

O governo tem encorajado a formação dessas "lashakars", e em alguma áreas esses grupos foram fundamentais para reduzir a atividade dos extremistas.

 

A despeito disso, as lideranças tribais que se propõem a enfrentar os radicais fazem-no correndo grande risco pessoal. Diversos ataques suicidas tiveram como alvo reuniões de opositores.

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