Paquistaneses esperam ajuda após terremoto

A ajuda vital destinada à população da remota região no Paquistão atingida por um terremoto começou a chegar aos poucos nesta sexta-feira. Autoridades disseram que subiu para 359 de mortos e para 765 os feridos no terremoto de 7,7 graus que atingiu a província de Baluquistão na terça-feira. A província, a mais pobre do Paquistão, é também zona de conflito onde separatistas e tropas do governo se enfrentam há anos.

AE, Agência Estado

27 Setembro 2013 | 16h09

Em Dalbadi, onde quase todas as 350 casas foram destruídas, os residentes contaram que apenas a ajuda privada chegou nesta sexta-feira. "Ninguém do governo ou da administração do distrito ou representantes da Assembleia veio nos ajudar ou ao menos nos visitar", afirmou Mansoor Ahmed, que deixou sua casa na cidade de Lahore para ajudar a família.

Até o momento, acrescentou ele, apenas um caminhão com suprimentos enviados por familiares pelo porto de Karachi chegou ao local. Grupos de ajuda também enviaram socorro para as áreas mais afetadas. Embora vários médicos tenham chegado à região no começo da semana, a falta de medicamentos dificulta o trabalho.

Estradas ruins e outros problemas de infraestrutura compromete os esforços de ajuda, e as operações de socorro se tornam armadilhas em meio ao conflito entre o exército e os separatistas que lutam pela independência da região.

O exército sobrevoou a região de helicóptero para retirar os feridos, mas o aumento da presença militar no local, particularmente na área contestada onde ocorreu o epicentro do terremoto - distrito de Awaran - levou a novos confrontos.

Militares paquistaneses disseram que militantes separatistas atacaram o helicóptero do governo pela segunda vez em dois dias nesta sexta-feira, e que as tropas em terra também foram atacadas.

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