Paquistaneses fecham estrada em protesto por ajuda alimentar

Com pedaços de pau em punho e queimando feno, vítimas das enchentes no Paquistão bloquearam uma rodovia nesta segunda-feira para exigir mais ajuda do governo, enquanto agências humanitárias alertaram que os necessitados estão demorando muito para receber água, comida e abrigo.

REUTERS

16 de agosto de 2010 | 17h02

A indignação popular tem crescido após duas semanas de inundações, ressaltando os potenciais problemas políticos para um governo já impopular.

Centenas de aldeias em todo o país, numa área mais ou menos do tamanho da Itália, foram destruídas pelas enchentes. Estima-se que pelo menos um décimo dos 170 milhões de paquistaneses tenham sido afetados, e há 2 milhões de desabrigados. Milhares deles acampam sob lonas na beira de estradas.

"A velocidade com que a situação tem se deteriorado é assustadora", disse em nota Neva Khan, que dirige a filial local da ONG Oxfam.

A ONU alertou que até 3,5 milhões de crianças correm o risco de contrair doenças letais, transmitidas por insetos e água contaminada.

(Por Robert Birsel)

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