Paquistaneses raptam americano de ajuda humanitária

Dois homens paquistaneses armados raptaram um norte-americano que trabalhava em um projeto humanitário custeado pelo governo dos Estados Unidos (EUA) hoje. O crime deve complicar ainda mais os já difíceis esforços para aumentar o envio de ajuda humanitária de Washington ao Paquistão. O rapto ocorreu dentro da casa do norte-americano na cidade de Lahore, no leste do Paquistão, segundo o chefe de polícia, Malik Ahmed Raza Tahir. A região é bastante policiada e nela vive também o primeiro-ministro do país, Nawaz Sharif.

AE, Agência Estado

13 de agosto de 2011 | 17h27

O porta-voz da embaixada dos EUA em Islamabad, Alberto Rodriguez, disse que o norte-americano raptado se chama Warren Weinstein, mas não pode oferecer mais detalhes.

Segundo o site da consultoria J.E. Austin Associates, Warren Weinstein era o chefe do grupo Iniciativa Paquistanesa para Desenvolvimento Estratégico e Competitividade, um programa de ajuda sediado no Paquistão fundado pelo governo dos Estados Unidos.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo rapto, tampouco há indícios de que o crime foi praticado por gangues organizadas ou por militantes islâmicos com intenções políticas. A polícia diz que os criminosos possivelmente fingiram querer ofertar comida antes das orações da manhã, uma tradição durante o mês do Ramadã, quando os muçulmanos deixam de comer durante as primeiras horas do dia.

O ataque, ocorrido após um agente da Agência Central de Inteligência dos EUA ser acusado pela morte de dois homens em Lahore em janeiro, deve aumentar as preocupações com a segurança dos norte-americanos que atuam no Paquistão. O consultor Raymond Davis disse que os dois homens tentaram roubá-lo. Ele foi preso e em seguida liberado após protesto de várias autoridades norte-americanas, incluindo o presidente dos EUA, Barack Obama. As informações são da Dow Jones.

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